3 de dezembro de 2010

Books That Vice: HALO - Alexandra Adornetto

Título Original: HALO.
Série: HALO.
Volume: 1.
Autor: Alexandra Adornetto.
Editora: Agir.
ISBN: 9788522012213
Nº de Páginas: 472.
Tempo de Leitura: 2 dias.
Onde Comprar: Livraria Saraiva/Livraria Submarino/Livraria Cultura
Sinopse: Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade. Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e coloca toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática.
HALO conta a história de Gabriel, Ivy e Bethany Church. Três anjos que vieram a terra com a missão de manter a pacata cidade de Venus Cove em paz e longe das forças das trevas. É a primeira vez de Bethany na terra, então ela não consegue controlar muito bem os seus músculos e suas emoções, já que é tudo muito novo para ela. Mas tudo muda quando Beth conhece Xavier Woods. O belo representante da escola em que estuda.  Ela sente um estranho sentimento por ele, que não consegue controlar. E é evidente que Xavier também sente o mesmo por ela. Só que poderia um anjo se apaixonar por um ser humano? Assim surge este proibido amor entre Xavier e Beth. Porém, uma estranha onda de vandalismo, violência, assassinatos, incêndios e outras coisas terríveis, vêm para Venus Cove, o que indica que forças das trevas estão agindo sobre a pequena cidade. Poderá os três anjos dar conta de uma incrível nuvem negra que paira sobre eles?

Ok. Olhando o meu “resuminho”, parece que o livro se resume à romancezinho meloso. Na verdade, eu pensaria com a própria sinopse. Mas, muito pelo contrário. Claro que o livro tem aquele romance, né? Até porque quase se trata de um amor proibido. Mas o livro tem uma pegada bem dark lá pro meio do livro. E todo mundo sabe como eu adoro mistério, e uma pegada sobrenatural e tal. Se eu fosse descrever HALO em uma palavra, seria “surpresa”. Acredite, se tem um livro que me surpreendeu esse ano, foi HALO. Em parte porque eu já havia lido várias resenhas negativas dele, falando que o livro era chato e sem noção, e com alguns argumentos, que farei questão de esclarecer no final desta resenha; Mas o livro não é nada disso talvez um pouco, mas enfim. Em outra porque eu nunca fui muito fã de romances estilo estou-amando-loucamente-e-pra-mim-você-é-o-meu-mundo. Pronto. Pra definir tudo, este livro foi uma enorme surpresa para mim.

Uma coisa que me surpreendeu muito em HALO foi que a autora, apesar de o livro obviamente ter uma pegada religiosa já que é sobre anjos, conseguiu não transformar o livro em uma pregação. Ela consegue passar a religiosidade sem forçar. Claro que eventualmente, aqui e ali no livro vai ser um pouco falado de religião. Mas é abordado de uma forma tão simples e suave, que acaba sendo um complemento do livro. Portanto, se você não gostar muito de religião, não se preocupe. A autora trata a religião de uma maneira tão harmônica que você nem se sente em uma pregação, e muito menos deixa o livro chato. O que é um erro constante em livros que tentam abordar sobre esse assunto. A narrativa é em primeira pessoa, e tem Bethany como narradora. O que já é muito comum de se ver em livros jovem-adulto no momento, mas sempre deixando a leitura ainda mais gostosa, já que a Beth é uma ótima personagem.

Bethany é uma ótima protagonista. Claro que ela às vezes pode parecer meio chatinha no começo, mas é totalmente justificado. Já que ela acaba de chegar na terra, e  está descobrindo tudo aos poucos. Mas não se preocupe. Logo, logo ela aprende as coisas, e deixa de ser chatinha. Gostei do Xavier, ele não é só mais um mocinho que fica babando a mocinha e fica vivendo em função dela (olha eu de novo citando Twilight!). Ele vive a vida dele normalmente. Não vive e respira a Beth. Ou seja, não é um grude só. Gabriel é apático demais. Enjoadinho demais. Ok, eu entendo. Ele é um arcanjo. Mas mesmo assim... Não gosto e nem desgosto dele. Sou indiferente à ele. A Ivy é um amor. Simplesmente a adorei. E não sei por que eu sempre imagino a Anna Paquin fazendo ela. Já que a descrição dela é de uma loira com olhos de um cinza escuro. Quase uma Annabeth (vide ‘Percy Jackson & Os Olimpianos). Outro personagem que me agradou bastante foi a Molly. A “melhor amiga” da Beth (coloquei entre aspas pois no livro não fala que elas chegam a ser melhores amigas, mas elas são tão unidas que, enfim, você me entendeu) é super engraçada e divertida. E me rendeu várias gargalhadas, principalmente por sua queda pelo Gabriel. Eu só não vou comentar de um personagem, porque pode ser que eu solte spoiler sem querer. Mas quem leu o livro sabe de quem eu estou falando.

Agora, vamos a uns esclarecimentos. Em várias resenhas de HALO, falaram que o livro tem uns problemas. E eu comecei o livro justamente tentando encontrar estes defeitos. Eu os encontrei. Porém, eu descobri também que não eram erros. E sim algo totalmente explicável, como por exemplo, uma das maiores reclamações era que a Beth era burra para coisas simples, mas sabia descrever uma paisagem como um postal. Primeiro: A Beth realmente era burra para algumas coisas no começo do livro. Mas o livro, apesar de ser narrado em primeira pessoa, é escrito no passado. Então, dá a impressão de que é Beth mais velha contando essa história que aconteceu com ela. E ela só faz esse tipo de descrição comparando com algo na narrativa. Em nenhum momento ela chegou a descrever dessa maneira enquanto falava. Na verdade, acho que ela não descreveu nada enquanto falava. Mas enfim... Segundo: Acho que não tem segundo. A outra coisa é que disseram que Beth falava que ia fazer uma coisa, mas depois fazia totalmente o contrario. Ou seja, ela se contradizia. Está aí algo que eu procurei. Essa eu procurei muito. Li cuidadosamente, pra ver se encontrava algo do gênero. Falei com algumas pessoas sobre isso, e algumas me disseram que fizeram algo na tradução, pois aqui no Brasil, estão gostando muito do livro, mas nos Estados Unidos não. Eu sinceramente acho isso muito pouco provável. Pois ouvi a mesma coisa sobre FALLEN de Lauren Kate, e fiz questão de averiguar este fato, já que tinha lido antes em inglês e tinha odiado, peguei emprestado em português para ler e ver se havia sido mudado algo. Mas estava tudo igual. E incrivelmente chato. É por isso que não acredito nisso. E dessa vez, não vou me dar ao trabalho de ler HALO em inglês, porque sei que vai ser a mesma coisa que a edição brasileira, e vou perder tempo tentando achar algo diferente.

Pois é. HALO é realmente um livro bom e bem diferente de qualquer livro de anjos que você já tenha lido. É diferente de SUSSURRO de Becca Fitzpatrick e seu mistério. É diferente de FALLEN de Lauren Kate e sua vibe totalmente tediosa. É daqueles que quando você para de ler para fazer algo extremamente importante, você faz isso com uma rapidez impressionante, contando os segundos para voltar a ler. HALO é um livro muito agradável e gostoso de ler. É o tipo de livro que você lê para se curar de uma ressaca literária. Super recomendo HALO. Eu só não vou dar 5 estrelas pra ele, pois acho que faltou algo. Não sei bem o que é. Mas algo faltou. Acho que só me resta esperar ansiosamente pelo próximo livro, HADES que deve sair ano que vem. Espero que seja lançado rápido aqui no Brasil, do mesmo jeito que HALO foi lançado rápido, tipo, um mês depois da publicação nos EUA. Então? Levanta a bunda da cadeira e corre pra livraria mais próxima e vai comprar HALO ou compra pela internet mesmo. Você vai se apaixonar por este belo livro.

Então pessoal, espero que tenham gostado da minha resenha, e comentem! Quero saber o que vocês acham sobre HALO e prometo responder cada pergunta de vocês. Então, até a próxima =D

Rating:

Mateus Bandeira - @mateusbnd. 18 anos. Estudante de Cinema e Audiovisual na UFC e criador do Padoka. Apaixonado por cinema, música e literatura, espera algum dia viver de alguma dessas coisas - ou de todas elas. Sucker de cultura pop.

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