28 de março de 2013

19, por enquanto: O Teorema Katherine, de John Green

Título Original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Tradução: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
ISBN: 9788580573152
Nº de Páginas: 302
Onde Comprar: Livraria Saraiva/Livraria Cultura/Book Depository (Em Inglês)

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.


Primeiramente, essa resenha vai ser sem fotos porque não estou com a cópia final de O Teorema Katherine, e acho que seria bem mais legal se eu tirasse as fotos com o exemplar final para ilustrar o post. Mas, não se preocupem, assim que eu pegar meu exemplar, colocarei as fotos nesse post.

Após algumas experiências com livros do John Green, posso dizer que O Teorema Katherine é o que mais me cativou e me prendeu. Quero dizer, exatamente tudo nesse livro me pegou.

Collin Singleton é um prodígio. Ele é uma pessoa que tem uma maior capacidade de aprender do que as outras. Sério, o cara sabe todos os nomes dos presidentes dos Estados Unidos na ordem cronológica, fatos curiosos sobre diversas coisas, coisas que geralmente não são tão interessantes para outras pessoas. É como se ele realmente achasse tudo interessante, e gravasse as coisas na memória dele. Quanto a relacionamentos, Collin tem um um tipo específico de garotas: Katherine.

"Nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kats, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E-S. Já teve dezenove. Todas chamadas Katherines. E todas elas – cada uma individualmente falando – terminaram com ele."

Tudo ia muito bem para Collin, até que a Katherine XIX termina com ele. O rompimento realmente o deixa devastado, de uma maneira que nunca estivera. Ela tinha algo especial, algo que cativou Collin mais do que qualquer outra Katherine.

Ao mesmo tempo, Collin passa a trabalhar em um teorema, chamado Teorema da Previsibilidade das Katherines, que promete prever um relacionamento por completo, e ver o que leva a tal fim.

"- Não tem romance em geometria." "- Espere e verá." 

Hassan, seu amigo mulçumano, decide que para tirar Katherine XIX da cabeça, ele e Collin farão uma road trip por algumas cidades dos EUA. Logo no começo, os dois vão parar na cidadezinha de Gutshot, onde Collin irá aprender que há muito mais na vida do que teoremas matemáticos.

Esse livro, galera. Esse livro. Esperava que eu fosse gostar dele, mas não amar/ajskajsljaçksjçakjsçlkajsç ele. Apesar de ter o nome John Green já ser uma boa garantia de qualidade, não tinha tanta certeza de que iria ser algo tão fora do comum. Quero dizer, o livro era realmente um mistério para mim. Achava que ia se desenrolar de um jeito, mas foi por caminhos completamente diferentes, e melhores, do que eu esperava.

Como leitor, há anos que procuro um personagem literário que me represente, com o qual me identifique de verdade, uma personalidade parecida com a minha. Hoje posso dizer que o encontrei. Nem de longe sou um prodígio, mas a personalidade de Collin me fez criar empatia imediata com ele, me vendo como ele. Inclusive nas atitudes e nas escolhas que o personagem, tudo me fez pensar bastante em mim mesmo, o que foi extremamente legal.

“É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”

A narrativa em terceira pessoa do John Green é, sem dúvida, uma das coisas mais fantásticas que já vi. É como se conversássemos com ele durante a leitura, principalmente através das notas de rodapé, onde há um claro diálogo entre narrador e leitor, um grande diferencial do livro. Tornando, dessa maneira, o livro mais pessoal, íntimo do leitor.

Toda a estrutura da narrativa, as idas e vindas entre a história das Katherines e o momento presente da história, as notas de rodapé, os personagens, tudo, faz com que esse livro tenha um certo "quê" a mais que outros livros do mesmo gênero - até que outros livros do autor. De uma forma impressionante, John Green consegue manter uma relação singular com o leitor através de sua história e narrativa, sem um ponto forçado sequer.

O Teorema Katherine é único, diferente, e ousado em vários aspectos, com levando o leitor de forma despretensiosa a pensar sobre a vida, o universo, e tudo mais. Com todos os aspectos que já citei, esse livro tornou-se meu livro favorito, não só do autor, mas da vida. Sério, se você ver esse livro por aí, dando sopa, um amigo seu tiver, ou você passa na livraria e o vê, pegue-o. Compre. Faça algo! Mas, leia. Tenho certeza de que "arrependimento" não é uma coisa que vá passar por você depois de ler esse livro.

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E, DFTBA!


Mateus Bandeira - @mateusbnd. 18 anos. Estudante de Cinema e Audiovisual na UFC e criador do Padoka. Apaixonado por cinema, música e literatura, espera algum dia viver de alguma dessas coisas - ou de todas elas. Sucker de cultura pop.

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